Pasma, nasci
assim cambaleante úmida curiosa
olhando para o corpo que não era eu…
Eu, o que era
senão o latejar ruindo flores
aguada arfando no seu precipício?
Eu, queda de você. Cachoeira ardente
de seu corpo-rocha.
Nem mesmo matéria macia,
pétala, pena ou asa;
fui mesmo água-brisa que escorria aos fios
e manto e caos e tornado e girassol…
girávamos crianças faces múltiplas
tremíamos um sexo-descoberta
você nasceu areia; eu, desastre
fizemos seu castelo na montanha
o sono nos tomou feito um milagre
e eu comi seus diamantes santos
*
Nasceu assim
cratera avulsa trêmula roída
ali na infinidade do meu corpo ao longe…
Então me despedi de meu espelho
como se me encontrasse com você.
A todo instante, hoje, eu me procuro
nos reflexos das lanças voadoras
e na brisa que nunca mais voltou…
chega ser difícil deixar um comentário depois de um tezto como este. Explico: o que ele provoca e traz não é da ordem das palavras; que, aliás, tão precisamente escritas, conseguiram traduzir afectos inauditos.
quero tanto te ver.
um grande beijo, minha flor querida.
*texto
Tem carta pra você na nossa sala.
Sim, já.
Era urgente em mim.
beijo.
Gostei, tá muito bom. Vc vezes vc. Só não entendi o diminutivo no tw.